O material das nossas peças

É plástico, sim. Mas não vem do petróleo.

As nossas peças são feitas à base de PLA, um material que nasce do açúcar de plantas como o milho e a cana-de-açúcar. O carbono de que é feito foi retirado do ar pela planta, e não de um poço de petróleo.

O Castelo de Óbidos numa mesa de carvalho, ao lado de espigas de milho, pedaços de cana-de-açúcar e um pires com grânulos brancos de PLA
* Imagem meramente ilustrativa.

Plantase não petróleo: a matéria-prima é o açúcar do milho e da cana, que se voltam a plantar todos os anos.1

Do arvem o carbono de que o material é feito. A planta tirou-o da atmosfera enquanto crescia.1

4 a 6 vezesmenos CO₂ para produzir o material do que o plástico do petróleo, num estudo de referência.1,2

De onde vem

Da planta à peça.

O PLA nasce de um processo parecido com o que transforma leite em iogurte: fermentar açúcar. O resultado é um material firme, com cor a toda a espessura, que se molda com calor.1

  1. 01

    A planta

    Milho ou cana-de-açúcar, colhidos todos os anos.

  2. 02

    O açúcar

    Do amido do milho ou do sumo da cana tira-se açúcar.

  3. 03

    Fermentação

    Microrganismos transformam o açúcar em ácido lático.

  4. 04

    O polímero

    As moléculas de ácido lático ligam-se em cadeias longas: é o PLA.

  5. 05

    Os grânulos

    O PLA sai da fábrica em grânulos. A cor junta-se depois, em toda a massa.

  6. 06

    A peça

    Em Lisboa, damos-lhe forma e acabamos cada peça à mão.

Plástico comum (PET, PP, PE)

Começa num poço de petróleo ou de gás.

Petróleo ou gás→Refinaria→Grânulos→Garrafa, saco, copo

A matéria-prima é petróleo ou gás natural: recursos fósseis, que não voltam a crescer.2

PLA

Começa no ar, numa folha de milho ou de cana.

Planta→Açúcar→Fermentação→Grânulos→A nossa peça

A planta retira CO₂ do ar para crescer. É desse carbono que o PLA é feito.1

A peça que guarda o ar

≈ 35 g de CO₂

retirados do ar por uma planta ficam guardados em cada Castelo de Óbidos.1

Enquanto estiver na sua prateleira, esse carbono fica lá.

Fazer o material ainda gasta energia e emite CO₂, como qualquer material. Mas emite bastante menos do que o plástico do petróleo, e parte do carbono veio do ar.1,2

Por isso fazemos peças para guardar durante anos, no frigorífico, na estante ou na árvore de Natal, e não para usar uma vez e deitar fora.

Os números

Quanto CO₂ custa fazer cada material.

Quilos de CO₂ para produzir um quilo de material, da matéria-prima até à saída da fábrica.1,2

PLA: estudo de referência, com PLA de cana-de-açúcar, já a contar com o CO₂ que a planta retirou do ar.1 Plásticos do petróleo: Agência Europeia do Ambiente.2

Lado a lado

O nosso material e o plástico antigo.

CritérioPLAPET, PP, PE
Feito deAçúcar de milho ou de cana1Petróleo e gás natural2
O carbono vemDo ar, pela planta1De um poço2
CO₂ para produzir 1 kgCerca de 0,5 kg11,9 a 2,9 kg2
CompostagemSim, em compostagem industrial3Não

Sem exageros

O que convém saber.

Preferimos dizer-lhe tudo, para que confie no resto.

Sim

Composta-se, em compostagem industrial.

Com o calor e a humidade de uma instalação industrial, o PLA decompõe-se.3 Na natureza não: como qualquer plástico, nunca deve ir parar ao chão.3

Não

Não se composta em casa.

Um compostor de casa trabalha a temperaturas mais baixas do que uma instalação industrial.2,3

Não

Não vai para o ecoponto amarelo.

O amarelo é só para embalagens.4,5 Se uma peça se partir sem conserto, vai para o lixo comum.4

Perguntas

O que nos perguntam.

Se é feito de plantas, estraga-se com o tempo?

Não. O PLA só se decompõe com o calor e a humidade de uma instalação de compostagem industrial.2,3 Na prateleira, no frigorífico ou na árvore de Natal, a peça mantém-se.

Aguenta o calor?

Aguenta o dia a dia. O PLA começa a amolecer entre 55 e 60 °C,6 por isso não deixe a peça ao sol atrás do vidro do carro nem em cima de um aquecedor.

As peças levam mais alguma coisa?

A peça é feita de filamentos à base de PLA, sem tinta por cima: a cor vem do próprio material. Nas recordações para o frigorífico leva ainda uma base magnética nas costas, e nos porta-chaves uma argola de metal.

Fontes dos números desta página
  1. Morão, A. e de Bie, F. (2019). Life Cycle Impact Assessment of Polylactic Acid (PLA) Produced from Sugarcane in Thailand. Journal of Polymers and the Environment. Valor de 501 kg CO₂ eq por tonelada de PLA, com a absorção de CO₂ (2334 kg sem ela). doi.org
  2. ETC/WMGE, Agência Europeia do Ambiente (2021). Greenhouse gas emissions and natural capital implications of plastics (including biobased plastics), Eionet Report 2021/3. Tabela 2-4 (PP 1,91; PE de baixa densidade 1,98; PE de alta densidade 1,93; PET 2,94 kg CO₂ eq/kg, Ecoinvent 3.6) e compostagem industrial a 50–60 °C. www.eionet.europa.eu
  3. Agência Europeia do Ambiente (2020). Biodegradable and compostable plastics — challenges and opportunities. www.eea.europa.eu
  4. Sociedade Ponto Verde (2025). Estes objetos de praia parecem recicláveis… mas não são. www.pontoverde.pt
  5. Sociedade Ponto Verde, citada em UniPlanet (2022). Podemos colocar os plásticos feitos de plantas (bioplásticos) no ecoponto amarelo? theuniplanet.com
  6. NatureWorks. Ingeo Biopolymer 4043D, Technical Data Sheet: temperatura de transição vítrea de 55–60 °C. www.natureworksllc.com

O valor do PLA vem de um estudo de referência com PLA de cana-de-açúcar; o dos plásticos do petróleo, de uma base de dados europeia. Servem para comparar ordens de grandeza. Se encontrar um erro, diga-nos: corrigimos.

Uma peça para guardar, não para deitar fora.

Recordações de origem e peças de coleção, desenhadas e feitas em Lisboa, para ficarem anos na prateleira, no frigorífico ou na árvore de Natal.